NexSteppe se prepara para lançar sorgo de 2ª geração para biocombustíveis

09/02/2017

Os desafios econômicos de 2016 trouxeram uma nova motivação para a Nexsteppe: crescer 50% no volume de vendas neste ano e colocar à disposição do mercado, em 2018, uma nova solução de sorgo para biocombustíveis. A empresa é dedicada ao desenvolvimento pioneiro da nova geração de soluções em matérias-primas sustentáveis para as indústrias de produtos biológicos. A expectativa é do executivo Ricardo Blandy…

“Enfrentamos 2016 com muita criatividade, negociação, compreensão e resiliência, tendo a certeza que depois da tempestade sempre vem o tempo bom. E, felizmente, é isso que vem acontecendo a nós nesse momento. Em 2017 teremos, ao que tudo indica, nosso melhor ano no Brasil, com crescimento entre 20 a 50% em vendas, com time muito mais eficiente e ajustado”, afirma Blandy.

Segundo ele, a NexSteppe está alinhada com as metas estabelecidas na conferência do clima da ONU, ocorrida em Marrocos (COP 22), de unir os esforços para lutar contra a mudança climática, aumentar a produção de energia e construir um futuro energético limpo e sustentável. “A empresa está provendo ao mercado uma das únicas opções de matéria-prima limpa e dedicada, enquanto a grande maioria dos produtores dependem quase que exclusivamente de resíduos da cana (bagaço) ou do eucalipto (cavaco de madeira)”, explica.

Ricardo Blandy defende que o sorgo Biomassa Palo Alto, por exemplo, tem grande apelo porque possibilita maior controle sobre a oferta tanto em termos de volume quanto na janela de entrega,  no preço fixo e de longo prazo, que são importantes para planejamento dessas industrias; e uma curva declinante de custos, uma vez que as melhores práticas agronômicas adaptadas a cada região, o aperfeiçoamento logístico e principalmente o melhoramento genético entregam a cada ano que passa um custo menor por tonelada.

Já o sorgo Malibu, cultivado como complemento da cana-de-açúcar na produção de etanol, é apontado como uma solução para a produção de biocombustíveis capacitada para suprir a demanda do mercado sucroenergético do Sul do país, principalmente no Paraná.  Comercializado pela Nexsteppe, o Sorgo Etanol Malibu tem um desenvolvimento muito rápido. Ele também pode ser cultivado em áreas de renovação de canavial e em áreas de rotação de culturas sendo uma opção para início de safra. É possível colhê-lo dentro de um período de 90 a 110 dias após plantado fazendo com que os primeiros canaviais fiquem um período maior no campo acumulando açúcares. Dessa maneira garante-se o recebimento da cana com maior qualidade de matéria- prima e melhores resultados na produção de etanol.

Para Blandy, o que falta acontecer para que, de fato, esses produtos mais vantajosos ganhem mais espaço no mercado, é a consolidação da cultura nos campos agricultores, assim como se deu recentemente com o fenômeno do milho na safrinha. “É importante que os agricultores entendam que não é plantando apenas em terras marginais e pobres, sem adubação correta e manejo consistente, que o sorgo vai dar a produtividade esperada. Fazendo o paralelo com o milho safrinha, no início do cultivo no estado do Mato Grosso, por exemplo, era dessa forma que os agricultores tratavam e obtinham baixíssimas produtividades.

Até que alguns começaram a seguir as recomendações das empresas de sementes, investir mais e adaptar melhor as variedades (híbridos) que tinham na mão. Um ciclo virtuoso foi aos poucos se formando, pois com isso, as empresas de sementes e máquinas começaram também a investir cada vez mais, o que foi aumentando a produtividade e melhorando plantio, manejo e colheita e assim por diante. Nós estamos no começo da curva e junto com nossos clientes começando a girar essa roda e a formar esse ciclo positivo”, finaliza.

 

Agrolink com informações de assessoria